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Natureza preservada

Florianópolis, uma capital com muita natureza protegida: parques, mata, praias e trilhas

Cerca de 41% da área terrestre de Florianópolis está em unidades de conservação, segundo a Prefeitura. Parques, Mata Atlântica, praias e trilhas.

Por Equipe MagicXP9 min de leitura

Uma capital em uma ilha, com muita área protegida

Florianópolis é uma capital incomum: cerca de 97% do território municipal fica na Ilha de Santa Catarina, que tem em média 55 km de comprimento e 18 km de largura, e o Censo 2022 contou 537.211 moradores. Um trabalho da UFSC, que cita um relatório de 2019, estima a área urbanizada em cerca de 78 km², menos de 19% da parte insular.

Segundo a Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram), cerca de 41% da área terrestre do município é protegida por unidades de conservação, num total de 21: 10 municipais, 3 estaduais, 5 federais e 3 reservas particulares (RPPN). Não encontramos na página a data nem o método do cálculo, e as contagens variam: o trabalho da UFSC lista 20 unidades na parte insular.

As principais unidades de conservação

Cada categoria tem regras próprias, e algumas unidades não recebem visitantes. Floram é o órgão municipal, IMA o estadual e ICMBio o federal. Antes de ir a qualquer uma, confirme a visitação com o órgão gestor.

Unidades de conservação na ilha e no entorno (áreas aproximadas)
UnidadeGestão e categoriaÁreaO que protege
Monumento Natural Municipal da Lagoa do Peri (antigo Parque Municipal)Floram, monumento natural, Lei 10.530/20194.274 haMata e a Lagoa do Peri, de água doce, no sul
Parque Estadual do Rio VermelhoIMA, proteção integral, Decreto 308/20071.532 haRestinga, dunas e mata entre Moçambique e a Lagoa da Conceição
Estação Ecológica de CarijósICMBio, proteção integral, Decreto 94.656/1987cerca de 730 a 760 haRemanescentes de manguezal e restinga
Reserva Extrativista Marinha do PirajubaéICMBio, uso sustentável, Decreto 533/19921.687 ha (1.444 ha no decreto)Uso sustentável dos recursos marinhos por populações extrativistas tradicionais
Refúgio de Vida Silvestre Municipal MeiembipeFloram, refúgio de vida silvestrecerca de 60 km²Maciços e mananciais da porção centro-norte da ilha, junto a bairros como Ingleses e Praia Brava
Parque Estadual da Serra do TabuleiroIMA, proteção integral, criado em 1975cerca de 84 mil ha, em 8 municípiosMata de encosta, ilhas e a ponta sul da ilha, com mananciais
Reserva Biológica Marinha do ArvoredoICMBio, proteção integral, Decreto 99.142/199017.104 ha (17.600 ha no decreto)Ilhas e águas ao norte da ilha, com tartarugas, raias e aves marinhas

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As áreas variam porque o decreto e a medição por geoprocessamento nem sempre coincidem: Carijós aparece com 718 ha no decreto, 729 ha no cadastro nacional e 759 ha na página do ICMBio. O Meiembipe tem 59,7 km² segundo reportagem de 2022 e cerca de 56 km² no estudo preliminar da Floram.

O Tabuleiro leva a proteção às serras do continente e à ponta sul da ilha e integra a zona núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. O Arvoredo estende a proteção ao mar ao norte da ilha, com sede administrativa em Jurerê. O ICMBio lista ali tartarugas-marinhas, tubarões, raias, garoupas e cavalos-marinhos entre as espécies ameaçadas que a unidade ajuda a proteger, mas não trata de visitação.

Mata Atlântica: floresta, restinga e manguezal na ilha

Segundo o IPUF, citado na Wikipédia, a vegetação da ilha inclui floresta ombrófila densa, manguezal e restinga, todos considerados parte do bioma Mata Atlântica. No Parque Estadual do Rio Vermelho, cerca de 11% da área é floresta, 54% é restinga e 35% é terreno alterado por pinus, eucalipto e outras espécies exóticas, plantadas desde os anos 1960 para fixar dunas e hoje tratadas como invasoras.

O Atlas dos Municípios da Mata Atlântica, de 2004, contou 18.032 ha de remanescentes em Florianópolis, que a reportagem apresenta como 42% de áreas preservadas. Em 2015, um estudo da SOS Mata Atlântica e do INPE com panorama de 14 anos, noticiado em Pernambuco, só punha Porto Alegre e Florianópolis à frente do Recife em vegetação natural entre as capitais. São números antigos, e não encontramos um valor atual comparável. No país, o Atlas 2024-2025 estima que a Mata Atlântica ainda cobre cerca de 24% da área original.

O Plano Municipal da Mata Atlântica, de 2020, identificou 68 áreas prioritárias para a conservação. No norte aparecem as nascentes do Rio Vermelho, as dunas dos Ingleses, o Rio Capivari, o maciço norte (hoje em boa parte no refúgio Meiembipe) e o corredor Papaquara, áreas que ajudam a explicar a riqueza natural do norte da ilha.

Praias para todos os gostos

Durante muito tempo se disse que Florianópolis tinha 42 praias. Um levantamento encomendado ao IPUF, para cumprir uma lei municipal de sinalização, mapeou mais de 100. Não encontramos uma contagem oficial única, então use o número como ordem de grandeza. A variedade é parte do atrativo:

  • Muitas praias: algumas são pouco conhecidas e têm mais de um nome, segundo a Wikipédia.
  • Praias de surfe: a Wikipédia cita dezenas de praias com ondas adequadas, e a Joaquina recebeu etapas do circuito mundial em 1986, 1987 e 1989.
  • Lagoas: a Lagoa da Conceição é salgada e a do Peri é de água doce, segundo a Wikipédia.
  • Só a pé ou de barco: Naufragados e Lagoinha do Leste, que pedem trilha ou travessia.

Antes de entrar na água, confira a balneabilidade: o IMA publica relatórios com bandeira azul (própria), vermelha (imprópria) ou cinza (indeterminada), o mais recente de 16 de outubro de 2026. Consulte antes de ir.

Trilhas conhecidas, com a ressalva de que as distâncias variam

Não encontramos um guia oficial com distâncias e níveis padronizados. Os valores abaixo vêm de roteiros públicos (Komoot, reportagens e blogs) e variam. Use como ordem de grandeza e confira o trajeto antes de sair.

Trilhas conhecidas de Florianópolis (valores aproximados, de fontes públicas)
TrilhaOnde começaDistânciaDificuldadeObservação
Morro das AranhasPraia do Santinho (nordeste)5,8 km em circuito a 8,5 km ida e voltaFácil a moderadaMirante a cerca de 250 m, segundo o Komoot
Ingleses a Praia Brava (Ponta da Feiticeira)Extremo norte da Praia dos InglesesCerca de 2 km por sentidoSem classificação, com muitas pedrasAtravessa a ponta entre as duas praias
Trilha ecológica do Rio VermelhoParque Estadual do Rio VermelhoCerca de 1 kmCurta, com passarelasGratuita, grupos de até 30 pessoas (dados de 2014)
Costa da LagoaCanto dos Araçás, Lagoa da ConceiçãoCerca de 7 km (roteiro de operadora)MédiaO passeio comercial volta de barco
NaufragadosCaieira da Barra do Sul2 a 4 km por sentido, conforme a fonteFácil a intermediáriaNo Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, também de barco
Lagoinha do LestePântano do Sul ou Praia do MatadeiroCerca de 2,2 km (Pântano do Sul) ou 4 km (Matadeiro)DifícilPraia de acesso por trilha, que pede preparo

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Perguntas frequentes

Quanto da área de Florianópolis é protegida por unidades de conservação?

Cerca de 41% da área terrestre, segundo a Floram, em 21 unidades: 10 municipais, 3 estaduais, 5 federais e 3 reservas particulares (RPPN). Não encontramos a data nem o método do cálculo, e o trabalho da UFSC lista 20 unidades na parte insular.

Quantas praias tem Florianópolis?

Durante muito tempo se disse que eram 42, mas um levantamento encomendado ao IPUF mapeou mais de 100. Não encontramos uma contagem oficial única, então use o número como ordem de grandeza.

Quais são as principais unidades de conservação da ilha?

Entre as principais estão o Monumento Natural Municipal da Lagoa do Peri, o Parque Estadual do Rio Vermelho, a Estação Ecológica de Carijós, a Reserva Extrativista Marinha do Pirajubaé, o Refúgio de Vida Silvestre Municipal Meiembipe, o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro e a Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, que protege ilhas e águas ao norte da ilha. Cada uma tem regras próprias de visitação, então confirme com o órgão gestor antes de ir.

Quais são as trilhas mais conhecidas de Florianópolis e como se preparar?

Entre as mais conhecidas estão Morro das Aranhas, a Ponta da Feiticeira entre Ingleses e Praia Brava, a trilha ecológica do Rio Vermelho, Costa da Lagoa, Naufragados e Lagoinha do Leste, com distâncias de roteiros públicos que variam. Os bombeiros recomendam avisar alguém do roteiro, levar GPS no celular, água, lanche, agasalho e capa de chuva, olhar a previsão e ligar 193 em emergência.

Posso visitar todas as unidades de conservação de Florianópolis?

Vale confirmar antes de ir: cada categoria tem regras próprias e algumas unidades não recebem visitantes. A Estação Ecológica de Carijós, por exemplo, só recebe visitas de educação ambiental, segundo a Wikipédia, então confirme a visitação com o órgão gestor (Floram, IMA ou ICMBio) antes de ir.

Fontes

  1. Floram, Unidades de Conservação em Florianópolis (41% da área terrestre, 21 unidades, MONA Lagoa do Peri)
  2. Floram, estudo preliminar do Refúgio de Vida Silvestre Municipal Meiembipe
  3. MMA, Cadastro Nacional de Unidades de Conservação, relatório da Resex Marinha do Pirajubaé
  4. MMA, Cadastro Nacional de Unidades de Conservação, relatório da Estação Ecológica de Carijós
  5. MMA, Cadastro Nacional de Unidades de Conservação, relatório da Rebio Marinha do Arvoredo
  6. ICMBio, Estação Ecológica de Carijós (área, decreto e espécies ameaçadas)
  7. ICMBio, Rebio Marinha do Arvoredo (área, decreto, endereço e espécies ameaçadas)
  8. Wikipedia, Carijós Ecological Station (visitação restrita)
  9. Wikipedia, Rio Vermelho State Park (área, vegetação e trilha ecológica)
  10. Wikipédia, Parque Estadual da Serra do Tabuleiro (área, municípios e zona núcleo da Reserva da Biosfera)
  11. Wikipedia, Serra do Tabuleiro State Park (mananciais e ponta sul da ilha)
  12. NSC Total (2022), Florianópolis amplia o número de áreas de preservação ambiental (Meiembipe)
  13. Rakssa e Ferretti (UFSC), Distorções entre o Plano Municipal da Mata Atlântica e o Plano Diretor de Florianópolis
  14. Wikipédia, Florianópolis (IPUF, praias, Mata Atlântica, Censo 2022)
  15. Wikipédia, Geografia de Florianópolis (dimensões da ilha e número de praias)
  16. Agência Fapesp (2004), Atlas dos Municípios da Mata Atlântica
  17. Diario de Pernambuco (2015), Recife é a terceira capital em preservação de Mata Atlântica
  18. INPE, Atlas da Mata Atlântica 2024-2025
  19. IMA, Balneabilidade (relatórios e legenda de bandeiras)
  20. Komoot, Morro das Aranhas (roteiros de 5,8 km e 8,5 km)
  21. Komoot, trilha de Naufragados
  22. Komoot, trilha da Lagoinha do Leste
  23. NSC Total (2021), Trilhas de Florianópolis: 9 trajetos para visitar no verão
  24. NSC Total (2025), reportagem sobre a trilha da Lagoinha do Leste (com orientações dos bombeiros)
  25. Civitatis, trilha da Costa da Lagoa (roteiro comercial)
  26. Viagens e Caminhos, Praia dos Ingleses (trilha até a Praia Brava)
  27. Levantamento original (outubro de 2026): cadastro nacional de unidades de conservação, páginas de ICMBio, Floram e IMA, estudos da UFSC, reportagens e roteiros públicos de trilhas

Texto publicado em outubro de 2026 a partir de fontes públicas: cadastro nacional de unidades de conservação do Ministério do Meio Ambiente, páginas do ICMBio e da Floram, trabalhos acadêmicos, reportagens, roteiros de trilhas e a Wikipédia. Áreas de unidades e distâncias de trilhas variam entre fontes e são ordens de grandeza onde indicado.

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